Quando a empresa precisa de crédito, é comum oferecer um imóvel em garantia, muitas vezes a própria sede, galpão ou loja. O risco aparece quando há atraso e o banco passa a adotar medidas para executar a garantia. Nessa etapa, agir rápido faz diferença.
1) Descubra qual garantia você assinou
“Imóvel em garantia” pode significar estruturas diferentes, e isso muda prazos e estratégias. As mais comuns são:
- Alienação fiduciária: geralmente permite um caminho extrajudicial mais rápido, com notificações e possibilidade de leilão.
- Hipoteca/penhora judicial: costuma depender de processo judicial, com execução, penhora e leilão dentro do processo.
O básico aqui é conferir contrato + matrícula do imóvel.
2) Entenda em que fase o caso está
Alguns sinais indicam que o banco deixou a fase de “negociação” e entrou na fase de “retomada”:
- notificações formais (especialmente cartório),
- protesto/negativação,
- processo judicial, bloqueios e tentativa de penhora,
- exigência de confissão de dívida e reforço de garantias.
Quanto mais avançada a fase, menor a margem para corrigir o rumo.
3) O que fazer para não perder o controle
- Organize documentos: contrato e aditivos, demonstrativos do banco, notificações, matrícula atualizada e dados financeiros (fluxo de caixa/DRE).
- Evite assinar “acordo padrão” por pressão: muitas confissões de dívida aumentam custo, ampliam garantias e dificultam discutir abusividades depois.
- Faça uma análise do contrato e do saldo: conferir encargos, evolução da dívida, tarifas/seguros e inconsistências. Isso fortalece a negociação e, se necessário, embasa medidas judiciais.
4) Erros que mais custam caro
Ignorar prazos, negociar sem documentos e só reagir quando o procedimento já avançou (penhora/leilão) são os caminhos mais comuns para a perda do imóvel.
Se o imóvel é essencial para a operação, o cenário exige estratégia, não improviso: identificar a garantia, mapear a fase da cobrança, organizar documentos e estruturar uma abordagem técnica para negociar ou se defender.
Para avaliar o seu caso com segurança e entender quais medidas são cabíveis, procure um advogado especialista em direito bancário.